Alerta Geral Na Imobilização

ALERTA GERAL NA IMOBILIZAÇÃO ORTOPÉDICA!

Entidade privada que promete “habilitação profissional” volta ao centro de denúncias e investigações

Representações foram encaminhadas ao Ministério Público, Polícia Civil, conselhos profissionais e vigilâncias sanitárias. O caso envolve emissão de documentos, oferta de cursos e possível indução em erro de profissionais, órgãos públicos e empresas privadas.


SÃO PAULO — Associação privada volta ao centro das investigações

SÃO PAULO — Uma associação privada que atua na área de imobilização ortopédica voltou ao centro das atenções após novas representações protocoladas junto ao Ministério Público, Polícia Civil, CREMESP (Conselho Regional de Medicina de São Paulo), COREN-SP (Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo), órgãos de Vigilância Sanitária e outros similares.

Além das autoridades, escolas profissionalizantes, hospitais e operadoras de saúde mencionados em materiais de divulgação também foram oficialmente comunicados para esclarecimentos. As apurações estão em andamento.


Histórico de questionamentos se estende por mais de duas décadas

Documentos protocolados indicam que, desde aproximadamente 2003, surgem questionamentos envolvendo emissão de carteiras e certidões associativas, uso da expressão “órgão” em comunicações institucionais e declarações que poderiam sugerir habilitação profissional.

Em 2008, houve formalização de denúncias no Ministério Público de São Paulo. Entre 2009 e 2018, segundo registros apresentados nas representações, a entidade teria emitido documentos que, na visão dos denunciantes, poderiam dar a entender que se tratava de órgão oficial, embora sua natureza jurídica seja de associação privada.

Entre 2024 e 2025, membros da diretoria foram investigados e houve indiciamento em processo criminal. Em 2026, novas denúncias ampliaram o alcance das apurações. As autoridades analisam os fatos.


Entidade privada usa linguagem de “órgão público” e gera debate sobre natureza jurídica

Certidões analisadas utilizam expressões como “regular perante este órgão”, “habilita ao exercício profissional” e outras semelhantes. Segundo as representações, esse tipo de linguagem pode gerar dúvida em profissionais e empregadores sobre a natureza jurídica da entidade.

Especialistas lembram que associações privadas não substituem conselhos profissionais criados por lei federal. A análise sobre eventual indução em erro está sob responsabilidade das autoridades competentes.


Cursos sob análise: procedimentos que podem ultrapassar limites técnicos

Entre os novos fatos comunicados está a oferta de cursos envolvendo suturas, reduções e técnicas relacionadas à cirurgia da mão. Segundo os denunciantes, esses conteúdos poderiam ultrapassar os limites técnicos da imobilização ortopédica e alcançar áreas tradicionalmente vinculadas à enfermagem e à medicina.

Pareceres já emitidos por conselhos profissionais citando a associação denunciada, como o COREN-SP, são citados nas representações como referência técnica para essa discussão.

Impacto para profissionais

Se confirmadas irregularidades, profissionais ligados a essa entidade, podem investir dinheiro em cursos que não tenham validade reconhecida, enfrentar questionamentos legais sobre atos praticados ou ter problemas administrativos em vínculos públicos ou privados.

Impacto para pacientes

Caso haja atuação fora dos limites legais, pode haver risco à saúde da população, questionamento sobre qualificação técnica e insegurança jurídica. Esses pontos estão sob apuração.


Instituições citadas em materiais de divulgação foram comunicadas

Materiais promocionais divulgam a atuação de instrutor identificado como D.S. Cunha, técnico de gesso hospitalar, associando sua experiência a instituições hospitalares conhecidas para captar alunos. Entre os nomes mencionados em peças públicas estão renomados Hospitais de São Paulo e escolas profissionalizantes no ABC Paulista. Instituições de ensino envolvidas com a entidade denunciada também são objeto de investigação em outros estados da federação, além de São Paulo.

Essas instituições foram consultadas para esclarecimentos sobre autorização de uso de seus nomes, eventual vínculo institucional e protocolos internos sobre habilitação profissional. Até o fechamento desta edição, aguarda-se manifestação.


Escolas profissionalizantes também sob investigação

Representações também apontam que cursos investigados teriam sido realizados em dependências de escolas profissionalizantes noi ABC Paulista. Caso as autoridades entendam que houve irregularidade, essas instituições poderão ser chamadas a prestar esclarecimentos. Uma delas já teria sido notificada em procedimentos anteriores do Ministério Público. As apurações seguem.


Caso do Espírito Santo reacende debate sobre documentos duvidosos

O episódio mais recente envolve uma servidora da Secretaria de Saúde do Espírito Santo. Segundo representação protocolada, a documentação apresentada para exercício do cargo público parece ser falsa. Para esta mesma servidora suspeita-se que a entidade sob denúncia emitiu documento a jato para manter a servidora no cargo. O que também está sendo investigado pelas autoridades.


Caso supera disputa entre entidades e envolve saúde e interesse público

Segundo as representações, o caso pode envolver confiança pública, segurança assistencial, regularidade documental e responsabilidade de escolas e instituições. Se confirmadas irregularidades, podem existir consequências administrativas, civis e criminais. Tudo depende da conclusão das investigações.


Direito de resposta e transparência

A associação mencionada, o profissional citado, as escolas e as instituições hospitalares têm espaço aberto para manifestação. Esclarecimentos podem ser enviados para secretarianacional@astege.org.br. As manifestações serão analisadas e publicadas.


Participação do leitor

Se você é profissional da área e já teve dúvida sobre o que realmente pode fazer, ou já recebeu promessa de “habilitação”, registro de “órgão de classe” da imobilização ortopédica ou “registro a jato”, ou se é paciente e já se perguntou quem está autorizado a realizar certos procedimentos, compartilhe sua experiência conosco pelo WhatsApp (11) 96085-4977. A informação protege quem trabalha corretamente e quem precisa de cuidado.


Esta reportagem foi elaborada com base em documentos públicos, representações protocoladas junto a órgãos oficiais e fontes identificadas. Todas as partes citadas têm direito de resposta garantido, conforme previsto em lei.


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Imobilização Ortopédica perde Milton Gomes, referência histórica na luta sindical, técnica e na formação profissional

A Imobilização Ortopédica brasileira se despede de um de seus nomes mais representativos. Faleceu Milton Gomes da Silva, aos 66 anos, técnico de imobilização ortopédica cuja trajetória se confunde com a própria história da categoria no Brasil na luta por reconhecimento e valorização.

Milton foi mais do que um profissional experiente. Foi uma voz ativa, um articulador incansável e um defensor firme da dignidade dos técnicos de imobilização ortopédica, especialmente em momentos em que a categoria mais precisou de união, escuta e representação.

Uma vida dedicada à Imobilização Ortopédica e categorias da saúde

Com mais de duas décadas de atuação, Milton Gomes construiu uma trajetória sólida na prática profissional, no ensino técnico, na formação de novos profissionais e na atuação sindical, sempre com foco na valorização da Imobilização Ortopédica como área essencial da saúde.

Atuou como instrutor e professor, participou de cursos e treinamentos técnicos, e esteve presente em debates fundamentais para o avanço da profissão, incluindo discussões sobre Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) e a luta histórica pela regulamentação federal da profissão.

Sua atuação nunca foi silenciosa. Milton acreditava que a Imobilização Ortopédica precisava ocupar espaços, ser ouvida e reconhecida como merece.

Mais do que os cargos, Milton destacou-se pelo compromisso com quem estava na base da saúde, ou seja, estudantes, técnicos e trabalhadores já atuantes, defendendo que enfermagem e cuidadores ocupassem espaços de decisão, reconhecimento e voz política. Autodefinia-se como um “soldado” da categoria, convicto de que nenhuma transformação real acontece sem organização, união e participação ativa. Nesse espírito, colaborou diretamente na construção de entidades como a ABCI e o Movimento dos Ativistas da Enfermagem Brasileira (MAE), além de manter atuação política desde a fundação do Partido Solidariedade, sempre sustentando a ideia de que os profissionais do cuidado precisavam ser protagonistas de sua própria história.

Relação com a ASTEGE e trabalhos conjuntos pela Imobilização Ortopédica

Ao longo dos anos, Milton Gomes manteve contato direto, diálogo institucional e ações conjuntas com a Associação Brasileira dos Profissionais Técnicos de Imobilizações Ortopédicas (ASTEGE) e com seu presidente nacional, Wladmyr Mendes.

Esses encontros e articulações envolveram debates sobre formação profissional, organização da categoria, qualificação técnica, defesa institucional e caminhos para o fortalecimento da Imobilização Ortopédica no Brasil, especialmente em momentos sensíveis, nos quais muitos profissionais se sentiam desamparados ou sem representação efetiva.

Um legado que não pode ser apagado

Milton Gomes pertence a uma geração de técnicos que abriu caminhos, muitas vezes sem reconhecimento imediato, enfrentando dificuldades institucionais e políticas para que hoje a Imobilização Ortopédica pudesse avançar em organização, ensino e visibilidade.

Sua partida deixa um sentimento coletivo de perda profunda, não apenas de um profissional experiente, mas de alguém que carregava a história, as dores e as esperanças de uma categoria que, por vezes, se sentiu órfã de escuta e representação.

Ainda assim, seu legado permanece vivo naqueles que formou, nos profissionais que ajudou a orientar e nas lutas que não abandonou, mesmo quando o silêncio parecia mais confortável para outros.

Nota institucional de pesar

A ASTEGE manifesta seu profundo pesar pelo falecimento de Milton Gomes da Silva e se solidariza com seus familiares, amigos e colegas de profissão. Seu nome permanece registrado na história da Imobilização Ortopédica brasileira como símbolo de resistência, compromisso e dedicação à categoria.

Que sua trajetória sirva de lembrança permanente de que nenhuma profissão avança sem memória, sem coragem e sem pessoas dispostas a lutar, mesmo quando isso tem um custo pessoal alto.

Milton Gomes deixa um vazio, mas também deixa responsabilidade: a de não permitir que sua história seja esquecida.

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